“Você diz que ama a chuva, mas você abre seu guarda-chuva quando chove. Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha. Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra. É por isso que eu tenho medo. Você também diz que me ama…“ (William Shakespeare)
Mesmo que não seja da Baixada, reblogue.
![A música tocava, baixinho, enquanto eu o admirava. Estava perdido em pensamentos, como sempre. Eu o conhecia mais do que a mim mesma, e vice-versa.
- Ems? - Sua voz me tirara de meus devaneios.
- Fala. - Freddie era alto, olhos verdes, forte, seu cabelo escuro estava sempre bagunçado.
- Tô com fome, baixinha. - Sua risada mais parecia música.
Estávamos em meu apartamento. E não havia nada pra comer, olhei para ele. Rimos.
- Você ta parecendo mais baixinha ainda com a minha camisa, Ems. - Freddie era meu melhor amigo, desde… Desde que me lembro.
- Vai se fuder, Freds. - Fiz cara de cachorro abandonado.
Ele veio até mim, e me levantou.
- Emily, não faz essa cara de cu pra mim não. - Começamos a rir.
- Vai, me solta, e vamos descer. E achar alguma coisa pra comer. - O sorriso de Freddie era estonteante, e me deixava meio sem graça.
Eu era baixinha. Cabelos longos, ruiva. Olhos azuis. Não era bonita.
- Ems. - Freddie sempre me chamava pelo meu apelido, e eu sempre gostei disso, pra ser sincera.
- Que que foi? - Adorávamos nos irritar.
- Tu ta linda. - Ele chegou mais perto. Freddie adorava fazer isso comigo… Me deixar sem reação.
- Cala boca guri. - Dei um passo para trás, bati de costas na porta. Ele riu, e eu acabara rindo junto.
- Doeu? - Eu fiz que sim com a cabeça. Já esperava ouvir um “bem feito”, ou algo do tipo. Mas suas resposta me surpreendeu.
- Vem cá, eu cuido de você.
- Freddie, o que você bebeu? - Comecei a rir.
- Deixa eu cuidar de você, Emily? - Ele começou a rir. Parou. Se aproximou mais de mim.
Eu não queria. Na verdade, queria. Mas não podia… Para ser sincera, eu podia. Só não queria acabar com a nossa amizade. Ele era tudo o que eu tinha. Eu acho…
- Deixo. […] (msc)](http://25.media.tumblr.com/tumblr_lwbncs5HQM1qfbaq6o1_500.jpg)
A música tocava, baixinho, enquanto eu o admirava. Estava perdido em pensamentos, como sempre. Eu o conhecia mais do que a mim mesma, e vice-versa.
- Ems? - Sua voz me tirara de meus devaneios.
- Fala. - Freddie era alto, olhos verdes, forte, seu cabelo escuro estava sempre bagunçado.
- Tô com fome, baixinha. - Sua risada mais parecia música.
Estávamos em meu apartamento. E não havia nada pra comer, olhei para ele. Rimos.
- Você ta parecendo mais baixinha ainda com a minha camisa, Ems. - Freddie era meu melhor amigo, desde… Desde que me lembro.
- Vai se fuder, Freds. - Fiz cara de cachorro abandonado.
Ele veio até mim, e me levantou.
- Emily, não faz essa cara de cu pra mim não. - Começamos a rir.
- Vai, me solta, e vamos descer. E achar alguma coisa pra comer. - O sorriso de Freddie era estonteante, e me deixava meio sem graça.
Eu era baixinha. Cabelos longos, ruiva. Olhos azuis. Não era bonita.
- Ems. - Freddie sempre me chamava pelo meu apelido, e eu sempre gostei disso, pra ser sincera.
- Que que foi? - Adorávamos nos irritar.
- Tu ta linda. - Ele chegou mais perto. Freddie adorava fazer isso comigo… Me deixar sem reação.
- Cala boca guri. - Dei um passo para trás, bati de costas na porta. Ele riu, e eu acabara rindo junto.
- Doeu? - Eu fiz que sim com a cabeça. Já esperava ouvir um “bem feito”, ou algo do tipo. Mas suas resposta me surpreendeu.
- Vem cá, eu cuido de você.
- Freddie, o que você bebeu? - Comecei a rir.
- Deixa eu cuidar de você, Emily? - Ele começou a rir. Parou. Se aproximou mais de mim.
Eu não queria. Na verdade, queria. Mas não podia… Para ser sincera, eu podia. Só não queria acabar com a nossa amizade. Ele era tudo o que eu tinha. Eu acho…
- Deixo. […] (msc)

“Ah, é melhor você tentar não entender mesmo; mas se tentar, te aviso desde já que vai dar um trabalhão. Eu sou muito complicada, sempre mudando de opnião, sempre se importando demais com quem não devia. Admito que não suporto ser enganada, não suporto estar sozinha e sem amigos, gosto sempre de ter alguém por perto, assim me sinto segura; sou carente demais, me apego fácil demais. Decepções é uma coisa que eu já cansei de ter, porém continuo tendo pois facilmente confio em alguém. Eu sou assim, errada e incompleta, chata e idiota, mas uma coisa lhe garanto: meu coração é puro.” Isadora B (amor-abstrato)